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22.11.09

PLANEJAMENTO DE DIDÁTICA

PLANEJAMENTO
A) Nível/ Etapa de Ensino:3 º ano do Ensino Fundamental
B) Temática focalizada: A Consciência Negra
C) Justificativa (da temática escolhida):
Essa temática foi escolhida com base no Projeto Trimestral da escola contemplando a Consciência negra comemorada no mês de novembro.
O objetivo é quebrar preconceitos em relação as diferentes raças e etnias primordiando a questão afro-cultural.
Segundo a autora Iole Maria Favieiro Trindade no texto “Não há como alfabetizar sem método?” O letramento escolar permite diferentes habilidades de leituras e escrita levando a produção didática amparada em diferentes portadores e gêneros textuais, o uso de múltiplos métodos ajudam no processo de ensino e aprendizagem.
Dentro de uma proposta planejada deve ser privilegiada a produção individual e coletiva, registrado no caderno para apontamento de uma próxima aula, possibilitando o número de palavras e frases de forma a segmentá-las.
O jogo, o ditado podem ser atividades de reflexão sobre a escrita. A produção é moldada pela linguagem permitindo contribuições provisórias,históricas,parciais,contextuais
D) Roteiro das atividades:
1) Leitura
Será contada a eles a história do livro “O menino marrom” do Ziraldo (ANEXO 1)
2) Produção textual
Oralmente farão relatos sobre a história apontados as partes significativas, destacando aspectos importantes como a questão racial, sendo instigado pela professora.
3) Jogo
Quebra-cabeça do personagem principal.(Anexo 2)
4) Sistematização
Confecção de um painel com os personagens que serão confeccionados pelos alunos em E.V. A com o titulo do projeto.
E) Descrição das atividades:

1) Leitura
Os farão releitura da estória juntamente com a professora sendo que ficará em um cartaz exposto na sala de aula.
1.1) objetivo:
O texto servira de auxilio para novas propostas de trabalho como uma interpretação objetiva.(Anexo 3)
1.2) organização da turma:
A turma será disponibilizada em pequenos grupos com quatro alunos em cada.
1.3) organização dos materiais:
Folha xerocada com a interpretação:
1.4) desenvolvimento:
Os alunos ganharão a folha com a interpretação objetiva onde terão que assinalar as respostas certas.2) Produção textual
Relatos dos alunos em relação aos negros tanto na escola como no seu bairro.
2.1) objetivo:
Relatar e tentar resgatar uma história que traz marcas até hoje na sociedade.
2.2) organização da turma:
Sentados em forma de U.
2.3) organização dos materiais:
Fichas com palavras da estória e balas como marcadores
2.4) desenvolvimento:
A professora cantará as palavras e os alunos vão marcar com suas balas. Quem fechar primeiro a cartela leva as balas como brinde; a brincadeira será realizada em uma única vez.
3) Jogo
Confecção do disco de Newton
3.1) objetivo:
Perceber que as cores podem ser uma mistura de outras o que não influencia em sua beleza.(Anexo 4)
3.2) organização da turma:
Sentados em forma de U.
3.3) organização dos materiais:
Folha mimeografa, um papel resistente e percevejo.
3.4) desenvolvimento:
Cada aluno pintara o seu e montara4) Sistematização4.1) objetivo:
Entender o que o autor fala quanto as cores e alcançar a idéia que sendo preto ou branco elas existem e tem sua beleza
4.2) organização da turma:
Sentados em forma de U.
4.3) organização dos materiais:
Recursos humanos
4.4) desenvolvimento:
Apenas a linguagem oral,os alunos farão sua participação com estórias pessoais ou mesmo com idéias que tem a respeito do preconceito racial.

Anexo1









BibliografiaTrindade,Iole Maria Faviero Não há como alfabetizar sem métodos? (Trindade,no

12.11.09

MARIA MONTESSORI E FREINET


Estava fazendo uma leitura das próximas atividades aserem realizadas e vi que vamos falar em Maria Montessori e Freinet.Me chamou a atenção porque a muito tempo atrás logo que me formei no magistério fui fazer um curso de educação infantil ,o conhecido curso da Omep.
Nesse tempo conheci uma escola Montessoriana entrei observei o trabalho e me lembro que na época fiquei encantada com ritmo de trabalho, a organização das salinhas.
Hoje não guardo muitas lembranças mas o que ainda tenho tenho em mente é quando as crianças entravam na sala tinham de tirar os sapatos e colocá-lo em uma estante e dentro da salinha tinham brinquedos que lembravam a rotina de uma casa.Na verdade isso foi apenas uma visita junto de uma amiga que foi fazer uma ficha de emprego e acabou trabalhando na escolinha.
Agora lendo o material de Didática me veio á tona minha satisfação,fiquei feliz em saber um pouco a respeito desses dois mestres Maria Montessori e Freinet.
Também para minha surpresa foi saber que o material dourado que usamos nas escolas,que inclusive gosto muito para a construção do número,foi desenvolvido por Maria Montessori e nem tinha conhecimento desse fato.
Tanto Maria Motessori como Freinet são críticos da escola tradiconal,marcando uma nova etapa de educação,uma educação moderna voltada a liberdade de expressão.
O método Montessoriano surgiu da educação que hoje chamamos de educação especial,mas que foi se moldando a educação infantil.
A ênfase de Montessori voltava-se mais para o ser biológico do que para o social, destacando que a concepção educacional é de crescimento e desenvolvimento, mais que de ajustamento ou integração social, considerando que a vida é desenvolvimento, Montessori achava que à educação cabia favorecer esse desenvolvimento. E a liberdade como condição de expansão da vida constituía-se num princípio básico. Essa concepção influenciava a organização do ambiente escolar; sem carteiras presas e sem prêmios e castigos, a criança deveria manifestar-se espontaneamente; o bem não poderia ser concebido como ficar imóvel, nem o mal como ficar ativo. A atividade e a individualidade formavam, juntamente com a liberdade, os princípios básicos do sistema Montessori.(http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/per02.htm)
Para Freinet as mudanças necessárias e profundas na educação deveriam ser feitas pela base, ou seja, pelos próprios professores.O movimento pedagógico fundado por ele caracteriza-se por sua dimensão social, evidenciada pela defesa de uma escola centrada na criança, que é vista não como um indivíduo isolado, mas, fazendo parte de uma comunidade.
Algumas técnicas da pedagogia de Freinet: o desenho livre, o texto livre, as aulas-passeio, a correspondência interescolar, o jornal, o livro da vida (diário e coletivo), o dicionário dos pequenos, o caderno circular para os professores, etc. (http://www.centrorefeducacional.com.br/freinet.html)

3.9.09

Era uma vez um menininho...


Era uma vez um menininho bastante pequeno que contrastava com a escola bastante grande.

Uma manhã, a professora disse:

- Hoje nós iremos fazer um desenho

"Que bom!"- pensou o menininho.

Ele gostava de desenhar leões, tigres, galinhas, vacas, trens e barcos...Pegou a sua caixa de lápis-de-cor e começou a desenhar.

A professora então disse:

- Esperem, ainda não é hora de começar !

Ela esperou até que todos estivessem prontos.- Agora, disse a professora, nós iremos desenhar flores.

E o menininho começou a desenhar bonitas flores com seus lápis rosa, laranja e azul.

A professora disse:

- Esperem ! Vou mostrar como fazer.E a flor era vermelha com caule verde.- Assim, disse a professora, agora vocês podem começar.

O menininho olhou para a flor da professora, então olhou para a sua flor.Gostou mais da sua flor, mas não podia dizer isso...Virou o papel e desenhou uma flor igual a da professora.

Era vermelha com caule verde.

Num outro dia, quando o menininho estava em aula ao ar livre, a professora disse:

- Hoje nós iremos fazer alguma coisa com o barro.

- "Que bom !"!!!. Pensou o menininho.Ele gostava de trabalhar com barro.

Podia fazer com ele todos os tipos de coisas: elefantes, camundongos, carros e caminhões.

Começou a juntar e amassar a sua bola de barro.

Então, a professora disse:

- Esperem ! Não é hora de começar !Ela esperou até que todos estivessem prontos.- Agora, disse a professora, nós iremos fazer um prato.

"Que bom !" - pensou o menininho.Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos.

A professora disse:

- Esperem ! Vou mostrar como se faz. Assim, agora vocês podem começar.E o prato era um prato fundo.

O menininho olhou para o prato da professora, olhou para o próprio prato e gostou mais do seu, mas ele não podia dizer isso.

Amassou seu barro numa grande bola novamente e fez um prato fundo, igual ao da professora.

E muito cedo o menininho aprendeu a esperar e a olhar e a fazer as coisas exatamente como a professora.

E muito cedo ele não fazia mais coisas por si próprio.Então aconteceu que o menininho teve que mudar de escola.Essa escola era ainda maior que a primeira.

Um dia a professora disse:

- Hoje nós vamos fazer um desenho.

"Que bom !"- pensou o menininho e esperou que a professora dissesse o que fazer.

Ela não disse.Apenas andava pela sala.

Então veio até o menininho e disse:

- Você não quer desenhar ?

- Sim, e o que é que nós vamos fazer ?

- Eu não sei, até que você o faça.- Como eu posso fazê-lo ?

- Da maneira que você gostar.

- E de que cor ?

- Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu posso saber o que cada um gosta de desenhar ?

- Eu não sei . . .E então o menininho começou a desenhar uma flor vermelha com o caule verde...

Autoria de Helen Buckley

Esse texto faz com que possamos fazer uma boa reflexão de que tipo de aluno queremos formar,uma simples atitude,fala ou gesto de um professor pode deixar marcas por uma vida inteira.

Eu tenho duas marcas de escola que carrego comigo e me frustrão.A primeira foi quando eu estudava na 2ª série,hoje 3º ano do estudo fundamental,era uma escola Estadual na cidade de Santo Ângelo quando a professora deu um desenho mimeografado para pintarmos e ela olhou para mim e disse:Não é assim que se pinta deixa que eu pinto para ti.

E assim por várias vezes ela repetiu essa cena.O que ela me ensinou com esse ato,nada.Tudo que essa inocente professora conseguiu em sua atitude, que acredito não ser de má intenção,foi fazer eu acreditar que não podia pintar um desenho como os demais colegas.Até o entrar no curso de magistério tinha horror de pintar.Fui perdendo aos poucos e ao ingressar na rede municipal aprendi a pintar com uma colega e amiga que fui observando como fazia e fui pegando o gosto.Sei que muitas vezes tentando acertar acabamos cometendo gafes e interferindo na criticidade dos sujeito.Às vezes as marcas são profundas mas outras podem deixar cicatrizes e isso pode causar danos na vida da peesoa,não apenas em sua vida escolar.

Um outro fato é que em uma outra escola na 4º série a professora tinha uma afeição muito especial por um aluno que era filho de uma outra professora.Então tudo que ele falava era o certo,era motivo para elogios.Sempre que tinhamos que relatar oralmente um tema quando erravamos ela nos humilhava e debochava .E eu como sempre fui tímida acabei me retraindo e falar em público para mim é quase que um pânico.

Esses tempo estava em casa conversando com meu esposo , cheguei a chorar,porque ele perguntou por que que eu não tinha segurança ao falar se muitas vezes eu sabia a resposta,foi ai que contei a ele fatos dessa época.Foi quando ele disse que agora entendia porque me calava muita vezes.

Ser professor é uma tarefa um tanto gigantesca digamos assim.lidamos com pessoas.Seres com emoções,sentimentos,vontades,expressões,histórias de vida diferentes,qualquer deslize causamos um dano que muitas vezes podem ser irreparável que foi o caso "do meninho" será que ele sabera resgatar sua criatividade e autonomia?Talvéz se tornara uma pessoa insegura um profissional sem inicicativas próprias,porque aprendeu assim.